Nós, designers voltados para a Web, sabemos muito bem que este tipo de mídia oferece várias limitações (como qualquer outra) e, entre elas, está utilização de fontes diferentes do padrão adotado pelos sistemas operacionais. Ou seja, se eu desejar utilizar uma fonte Helvetica, os usuários de Mac poderão abrí-la tranqüilamente, enquanto os usuários de Windows só poderão visualizá-la caso consigam instalá-la em seus computadores.
Todo mundo que tem bom senso sabe que devemos nos preocupar em manter o layout de nosso site o mais padronizado possível, independente da plataforma e sistema utilizado para acessá-lo.
Por isso, surgiram técnicas para “driblar” essa dificuldade, utilizando imagens ao invés de texto puro. Só que esta prática acabava dificultando a indexação do conteúdo, caso o desenvolvedor do site não utilizasse o atributo “alt” nas imagens, pois os sistemas de busca não conseguiam interpretar o conteúdo utilizado na imagem.
Para resolver este problema, utilizando CSS, surgiram as técnicas de image replacement, ou seja, o código HTML permanece intacto, com o texto puro mas, através das folhas de estilo, trocamos o texto por uma imagem. Essa prática é muito utilizada pelos desenvolvedores, pois serve como uma verdadeira mão-na-roda no momento que o designer escolhe uma fonte fora do padrão dos sistemas.
Porém, surgiu uma notícia de que o Google poderia penalizar quem utilizasse esse tipo de técnica pois o desenvolvedor do site não estaria mostrando exatamente o que está no código HTML, fazendo com que este texto não aparecesse na tela para exibir uma fonte diferente em seu lugar.
E o que vocês acham? Uma imagem com o atributo “alt” substitui a relevância de um título (h1, h2, h3…) no código?
Acredito que há lugares onde devemos utilizar o image replacement e até mesmo o sIFR, quando necessário, assim não perdemos a hierarquia no código e relevância do conteúdo.
Como sempre, cabe a nós pensar sempre no usuário. Há várias maneiras para se fazer a técnica do image replacement, algumas que dificultam ou não a acessibilidade do site. Por isso, indico escolher o método mais acessível, assunto discutido neste artigo (em inglês).