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O autor

Carlos Eduardo de Souza, Front-End Developer & Interface Designer na Coopers Digital Production, dedica seu tempo para o desenvolvimento de uma Web mais acessível. Possui certificado W3C em Mobile (sites e web apps) e HTML5.

Portfolio e blog sobre Web Standards – project.47, de Carlos Eduardo de Souza

Blog

Topo 24/10/08

1º Fórum W3C Brasil – Por uma Web Única


Foto do crachá que ganhei no evento da W3C Brasil

No dia 30 de Setembro, como divulguei anteriormente, aconteceu o 1 Fórum W3C Brasil – Por uma Web Única em São Paulo. Tive a honra de comparecer ao evento em nome da Mídia Digital, agęncia na qual trabalho que, certamente, sabe investir na área de Web Standards.

O cronograma do evento foi o seguinte:

  • 09:00 – Painel de abertura com os afiliados Brasil – “Os padrőes web e seus impactos no futuro da gorvernança da TI”
  • 11:00 – Convidado internacional – “The ways to Web Semantic
  • 11:45 – Convidado especial – “A Web Semântica no Brasil”
  • 12:15 – Debate sobre a atuação do W3C Escritório Brasil

Neste artigo vou fazer uma análise do evento, destacando os principais assuntos abordados e o que concluímos para que, no próximo evento, entrem em pauta e auxilie no crescimento do escritório da W3C no Brasil.

Pioneiros no ensino dos Web Standards em nosso país, o pessoal da iLearn foi representado por Everaldo Bechara (Presidente da empresa), que comentou a necessidade de atuarem como evangelizadores, principalmente pela resistęncia natural que o brasileiro tem contra padrőes. Um dos pontos mais interessantes de sua palestra foi o comentário sobre a flexibilidade do uso dos Web Standards para Web Design, pois este não limita a criatividade, pelo contrário, amplia as possibilidades, pois não é necessário fazer uma arquitetura totalmente baseada na idéia de tabelas, como era feito antigamente. Muitos Designers pensam o contrário, mas a realidade é que a adoção dos Web Standards trará mais flexibilidade ao layout, ao mesmo tempo que padroniza os elementos.

Além disso, muito foi comentado sobre acessibilidade, principalmente pela adoção de certas regras para melhorá-la em projetos governamentais. O decreto 5296 ajudará na conscientização da necessidade do XHTML e CSS que, somente por serem utilizados corretamente, já garantem cerca de 60% do uso por deficientes. Para que este decreto vire lei, haverá uma convenção da ONU em breve, o que certamente possibilitará na normatização de tais regras de acessibilidade e os governos ficarão mais atentos a elas.

Porém, um ponto que ainda temos muita dificuldade, e pelo jeito ainda teremos por um bom tempo, é a incompatibilidade de certos navegadores com padrőes adotados pela W3C; é só vermos o exemplo do SVG, ainda não suportado pelo Internet Explorer 8, em fase BETA.

O governo adotando os Web Standards

A palestra de Ricardo Kobashi, Coordenador dos sites de governo e Secretaria de Comunicação, de São Paulo, mostrou como o pessoal está agindo para implementar os Web Standards no meio governamental. Sabemos que novidades nem sempre são bem-vindas, mas quando falamos em dinheiro o pessoal acaba prestando atenção. E foi tocando neste assunto que eles conseguiram convencer os governantes, pois a adoção dos Web Standards gera economia, pois se faz “mais com menos”, e esse é bom argumento para utilizarmos com qualquer cliente!

Mas não é só na economia que os Web Standards contribuíram: a comunicação entre os sites foi facilitada, ou seja, a interoperabilidade entre eles ficou mais prática, já que foi adotado um padrão e, sempre que adotamos padrőes, fica mais fácil para desenvolver e realizar manutençőes. O pessoal do Governo de São Paulo estava procurando por esse padrão a ser adotado e, certamente, a adoção dos padrőes estabelecidos pela W3C foi a melhor escolha.

Quer saber o que eles já fizeram em termos de acessibilidade no Governo de São Paulo? Um belo exemplo é o site da Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficięncia.

Acessibilidade sempre, em qualquer projeto

Como já comentei, acessibilidade foi um tema muito comentado neste evento e, como não poderia deixar de ser comentado, o fato de que devemos utilizar AJAX com muito critério. Na palestra de Gustavo da Gama Torres, foram exemplificados certos casos, muito comuns na era da “Web 2.0” que prejudicam muito o uso do site por pessoas deficientes.

Por isso, ao elaborar novas aplicaçőes, sempre tenha em mente o público-alvo e tome cuidado para que todos possam aproveitar seus recursos, sem o uso de tecnologias específicas como o próprio AJAX ou Flash, por exemplo. Para ter mais segurança neste quesito, nada melhor que fazer testes de acessibilidade, elaborando certas metas a serem atingidas com o site e se estes objetivos foram alcançados com pessoas deficientes ou não.

Os caminhos para a Web Semântica

Uma das gratas surpresas do evento foi a presença de Klaus Birkenbihl, Coordenador dos Escritórios Internacionais do W3C, que falou um pouco sobre a função da W3C e a importância da padronização no modo de exibir os dados, como foi feito na criação e é um dos princípios básicos do HTML.

A W3C tem como um dos fundamentos, passar a idéia de que a tecnologia web deve ser interoperável, os padrőes devem ser abertos e, consequentemente, possibilitar que tudo deve ser acessível, independente do lugar no qual está sendo acessado, capacidade do dispositivo usado, etc.

Achei bem interessante Klaus falar sobre o uso do texto “Clique aqui” em links, o que é totalmente errado e ainda praticado. Posso dizer que ainda vejo muito disso, mas o fato é que esse texto não diz nada sobre o que o usuário irá visitar (com leitores de tela, por exemplo) e, em caso dos robôs de busca, também não será nada relevante. Por isso sempre descreva seu link de maneira correta, facilitando a vida dos usuários e dos sistemas de busca!

Foi comentado, também, que o princípio básico da Web Semântica é classificar as informaçőes, categorizar o conteúdo para que as máquinas possam entendę-lo também. Já vemos belos exemplos em Microformats, mas também temos o RDF, padrão adotado pela W3C. Houve até uma certa discussão sobre RDF, em quais casos é mais utilizado e, inclusive, Klaus falou que o indicado é tentar converter todos os que conseguir, apesar de não ser o necessário.

Consideraçőes finais

O evento foi muito interessante, pois abordou diversos assuntos presentes em nosso cotidiano, principalmente na questão da acessibilidade, que vem sendo adotada cada vez mais e ainda vai se tornar um assunto muito comum para quem trabalha com web. Porém, acho que a maior contribuição foi a reunião de um grupo de pessoas realmente interessadas em contribuir com o escritório brasileiro da W3C e, certamente, outros encontros como este acontecerão no futuro.

O importante é o pessoal juntar idéias e propostas para que a representatividade do Brasil, nas questőes internacionais, seja cada vez maior, e possamos ajudar a criar novos padrőes, além de simplesmente adotá-los.

Quem quiser ver algumas fotos do evento, montei uma galeria de imagens no Flickr.

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1 comentário para "1º Fórum W3C Brasil – Por uma Web Única"

  1. Putcharles no diHITT | 24/10/08 - 1:41 pm

    1 Fórum W3C Brasil – Por uma Web Única…

    Análise sobre o 1 Fórum W3C Brasil – Por uma Web Única, ocorrido em 30 de Setembro….

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