A Web 2.0 está ficando saturada
Lendo este artigo, decidi refletir sobre o que está acontecendo com a Internet atualmente, e tenho de concordar, a Web 2.0 vem perdendo seu foco, se comparada com sua “origem”, por assim dizer.
Lembro-me que, inicialmente, os sites enquadrados neste estilo, destacavam-se pela funcionalidade, tanto na parte visual (design mais limpo e agradável, além da usabilidade) quanto na parte interna do site, baseando-se em novas utilizações para tecnologias já existentes, como AJAX, além de outras novas tecnologias, beneficiando o usuário.
Porém, com a difusão do termo e o fato de certas pessoas verem neste “ramo” uma oportunidade de ganhar dinheiro, o termo “Web 2.0″ acabou tornando-se um verdadeiro buzzword, e seus fundamentos distorcidos. As aplicações de AJAX viraram sinônimo de efeitos visuais (drag’n drop, por exemplo), o design teve seu fundamento baseado em degrades, reflexos, etc., além da usabilidade, presente, somente, em fontes com tamanho maior do que o convencional.
Claro, sempre há os bons exemplos, como os próprios blogs, originados anteriormente, mas que tiveram seu auge justamente nesta época de mudanças na Internet. Porém, o que podemos fazer para mudar este panorama com a perda de valores e mudança de significado para as bases fundamentais dessa “nova” Web?
- Como sempre, estudar cada caso, dependendo das necessidades, pois não é necessário utilizar determinado recurso só pelo fato de ser uma tendência, mas pela realidade na qual se está contextualizado;
- Faça seus projetos de acordo com os Web Standards, isso assegurará a qualidade do seu serviço, possibilitando usuários de dispositivos diferentes, além de deficientes terem a oportunidade de acessar seu conteúdo;
- Bom-senso é a palavra de ordem, não exagere na complexidade ou simplicidade, devido a grande concorrência, requerendo inovações em seus projetos.
O objetivo deste post é a reflexão sobre o caminho pelo qual estamos passando. Acho que, em certos pontos, as tendências estão passando dos limites; então para que devemos nos enquadrar nos padrões e parecermos iguais a todos?
