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Carlos Eduardo de Souza, Front-End Developer & Interface Designer na Coopers Digital Production, dedica seu tempo para o desenvolvimento de uma Web mais acessível. Possui certificado W3C em Mobile (sites e web apps) e HTML5.

Portfolio e blog sobre Web Standards – project.47, de Carlos Eduardo de Souza

Blog

Topo 14/04/09

Porque o HTML 5 não acabará com os Microformats

A facilidade de uso dos Microformats com certeza fez com que se tornasse uma das maiores iniciativas no sentido de atribuirmos um nível maior de significado ao nosso conteúdo, não ficando presos apenas às tags disponíveis, aproveitando classes e id’s pré-definidos.

Um dos grandes problemas do Microformats é a falta de divulgação por parte dos desenvolvedores e, talvez por isso, não é tão comum vermos projetos comerciais utilizando a técnica, mesmo que seja tão simples de usá-la. Desta forma seu futuro foi colocado em questão, já que o HTML 5 está sendo cada vez mais discutido e, com isso, muitos imaginam que os Microformats não terão mais utilidade… Será? Analisemos cada uma das partes para tirarmos nossas conclusões!

HTML 5

A quinta versão do HTML vem aí para solucionar diversos problemas que surgiram com a crescente diversidade de aplicações disponíveis na Internet. Cada vez mais é necessário termos tags específicas para ramificar nosso conteúdo e, desta maneira, classificá-lo mais especificamente, a fim de que humanos e máquinas o compreendam corretamente.

Para isso foi criada uma série de novas tags para facilitar a aplicação do conteúdo e, por que não, do CSS também. Seguem alguns exemplos:

  • section – Como o nome diz, representa uma seção do documento ou artigo, por exemplo, que pode englobar um header e um footer;
  • nav – Esta é uma das tags mais interessantes, já que foi criada especificamente para o menu do site ou uma simples navegação de links. Vale ressaltar que essa tag não elimina o uso de ul já que serve como elemento pai destas listas;
  • article – Pode representar um post de um fórum, blog, notícia de jornal, etc.;
  • aside – A definição dessa tag parece um pouco subjetiva; uma aplicação concreta seria a definição de um termo de determinado artigo. Por exemplo, se você está escrevendo sobre uma nova tecnologia, pode envolver um bloco de texto com a tag aside com uma pequena dissertação sobre ele, servindo como um conteúdo complementar, sem fazer o usuário sair do artigo;
  • header – É o cabeçalho de uma seção, podendo englobar diversos títulos (leia-se h1, h2, h3 e assim por diante);
  • footer – Rodapé da seção, contendo informações como autor do conteúdo, copyrights, data de postagem, etc.

Obviamente temos diversas outras novas tags disponíveis no HTML 5, mas estes são alguns exemplos que mostram bem o “espírito” desta nova versão, oferecendo maior flexibilidade para nosso código em relação a sua semântica.

O grande problema do HTML é que foi criado com o intuito de exibir as informações na Web, mas com o tempo foi crescendo a necessidade de criarem tags para estilização, até que os Web Standards fossem amplamente usados. Por isso confio muito na próxima versão do XHTML que, desde seu início, já foi construído da maneira correta, de certa forma “forçando” o desenvolvedor a escrever seu código corretamente, extinguindo totalmente as tags que representam estilização visual. Mas essa discussão deixamos para uma próxima oportunidade!

Microformats

Como foi dito no início deste artigo, a aplicação dos Microformats é bem simples: usam-se nomes pré-estabelecidos para id’s e classes que, desta forma, atribui significado aos elementos.

Porém muita gente acha que este padrão pode morrer no momento que o HTML 5 se tornar realidade mas, analisando os fatos mais profundamente, dá para concluirmos que isso não irá acontecer, já que cada lado tem um foco diferente.

O princípio dos Microformats é solucionar problemas específicos, tomando como base outros padrões como o vCard, iCalendar, usados há vários anos.

A partir do momento que este formado surgiu para aplicarmos em determinadas ocasiões, fica fácil compreendermos a diferença deste caso com as novas tags implementadas no HTML 5. Enquanto um se preocupa com as diversas aplicações surgidas durante toda a evolução da Internet, o outro se atém a aplicações localizadas oferecendo um detalhamento tão grande que seria quase inviável com tags e/ou atributos novos!

Por isso aconselho a todos estudarem as novidades do HTML 5 (apesar de achar que este é o “assunto da moda” e acreditar mais no XHTML 2) e continuarem atentos aos padrões estabelecidos nos Microformats, pois devido sua simplicidade e foco, é uma prática viável tanto em projetos pessoais como profissionais.

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7 comentários para "Porque o HTML 5 não acabará com os Microformats"

  1. lia | 26/04/09 - 3:32 pm

    adorei o conteúdo do seu blog! ;)

    Topo
  2. Felipe Ranieri | 27/04/09 - 11:55 am

    Independente do que venha a acontecer o mais importante é estar ligado nas novidades mesmo. Fico impressionado com a quantidade de gente que ainda escreve html errado no mercado, muito “tabeleiro” ainda existe por ai.

    Abraço!

    Topo
  3. Linke | 29/04/09 - 2:03 pm

    Talvez iremos usar o HTML 5 para estruturação e o Microformats para coisas menores e bem específicas (como você disse). Por exemplo: em uma página de contato, cabe ao header certo elemento (HTML 5), mas para exibir o endereço no conteúdo é que entra o Microformats :D

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  4. Gerson | 10/06/09 - 11:18 am

    Otimimo post!
    Que venha o HTML 5 ^^

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  5. Mauricio | 16/06/09 - 10:28 am

    Não vejo futuro para os microformats enquanto for fechado o desenvolvimento de novas aplicações. Acho inclusive uma ofensa a nós desenvolvedores.
    Já imaginou se o firefox não deixasse que desenvolvedores criassem extension ou themes? O que seria do Firefox?
    Já imaginou o facebook sem plugins?

    Microformats tem mto potencial, mas, atualmente é só potencial.

    Tive algumas idéias legais de microformats que irão ser enterradas uma vez que eles te desestimulam grosseiramente a criar novos formatos.

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  6. Carlos Eduardo de Souza | 16/06/09 - 11:23 am

    Mas o princípio dos Microformats é justamente ser aplicado em casos específicos, e é isso que o diferencia de RDFa por exemplo.
    Justamente pelo fato de ser “fechado” pode ser aplicado mais rapidamente e se espalhou mais fácil… Imagine se cada um pudesse fazer seu padrão, como seria reconhecido pelos plugins, navegadores e sistemas de busca? Tem que haver uma padronização para seu uso.

    Ele é baseado em padrões pré-definidos como vCard, iCal, etc… Existe todo um embasamento por trás dos Microformats :)

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  7. Marcelo | 26/06/09 - 10:23 pm

    Muito bom seu blog.

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